Muito se tem falado sobre o novo conceitual dos vinhos, dos azeites, das pastas de grano duro, dos queijos, do chocolate com concentração mínima de 60% de cacau, e por aí vai.
Ainda bem, porque a globalização do mercado mundial trouxe significativos benefícios a todos aqueles que apreciam alimentos finos e bebidas de comprovada qualidade, e é bom aproveitar.
E o café é um dos temas contemplados pelos efeitos da dita globalização.
Vamos, a princípio, esclarecer que a preferência de cada um, em particular, é que determina a escolha do tipo de café a ser consumido, quero dizer, o chamado espresso, o tradicional, de coador, ou aquele obtido por outro método de extração qualquer.
O espresso, grafado assim, em italiano, corresponde ao nosso expresso.
Eu, particularmente, a entender que todos são muito interessantes, desde que a matéria-prima seja de qualidade, consumo um e outro regularmente.
É uma questão de gosto, de cultura regional, e também de experiência sensorial ou gustativa de cada pessoa.
Mas, falemos sobre o espresso.
Existe muita diferença entre o café tradicional e o espresso. O primeiro é elaborado a partir de grãos do tipo robusta e o segundo a partir de grãos do tipo arábica, este último de qualidade superior à daquele.
O Brasil já produz café de altíssima qualidade, reconhecida nos quatro cantos do mundo, inclusive o café orgânico, cultivado com base nos princípios da biodinâmica, da sustentabilidade e da preservação ambiental.
Gente da nossa cidade, por sinal, produz o que se pode considerar um dos melhores cafés do mundo, com todo o zelo e a dedicação que o produto merece, ao objetivar a excelência, desde o cultivo do fruto, e a passar pela seleção dos grãos, a torrefação adequada e o preparo da bebida a partir das melhores técnicas conhecidas.
Nos dias de hoje, já se verifica, cada vez mais, o surgimento de cafeterias especializadas no espresso – e nas suas derivações ou diversas formas de preparo, que não raras vezes constituem verdadeiras obras de arte, seja pela apresentação visual, seja pela composição harmônica de aromas e sabores-, a constituir espaços reservados não apenas ao consumo puro e simples da bebida, mas, também, destinados ao convívio de pessoas que, em agradáveis bate-papos, numa boa prosa, se deliciam e deleitam ao degustar um bom café.
Sabe-se que o Brasil é o segundo maior consumidor de café do mundo, porém, as pessoas ainda não sabem como identificar um café de alta qualidade, onde são levados em conta fatores tais como temperatura adequada da água, a moagem, a armazenagem do pó, o blend utilizado, a altitude em que está localizado o cafezal, a consistência e persistência da crema – aquela espuminha cor de caramelo que recobre a bebida-, a densidade do café extraído, etc. e tal.
A cada dia que passa, o consumidor de café fica mais conhecedor do assunto e, em decorrência disso, mais exigente, o que é muito bom, pois passa a se preocupar com a origem do produto, e a selecionar fornecedores confiáveis.
Se consumido com prudência, o café – indispensável companheiro de todas as horas, quente ou gelado, no café da manhã, no lanche da tarde, finalizando uma bela refeição, saboroso-, é benéfico para o organismo, pois trata-se de uma bebida estimulante da memória, digestiva, diurética, é alimento nutritivo para o organismo, auxilia no tratamento do alcoolismo, da bronquite asmática, das dores de cabeça, da obesidade, do reumatismo, da artrite e da tosse.
Brindemos, pois, àquele pastor que, segundo conta a lenda, ao notar que suas cabras apresentavam um comportamento diferente do normal, que pareciam, por assim dizer, mais felizes, procurou saber de que se tratava, e, ao fazer observações, descobriu que elas haviam ingerido grãos de café.
A partir daí, a sorte estava lançada e deu no que deu.


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